Blog da Tina Lopes


Como dizia o velho deitado

Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa que você não  é.

Escrito por Tina Lopes às 16h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Vacina

O bom de ter um marido hipocondríaco é que ele lembra das vacinas. Eu sempre esqueço. Então enquanto eu estava indo e vindo de SP ele levou a Nina pra tomar a vacina anti-pólio. Só que ela não queria, fez manha (anda assim, birrenta). Daí ele disse que era a vacina da pólio, ela parou de repente.

- Ah, tá, se é a vacina da Polly, eu tomo.

Palalalapolly.



Escrito por Tina Lopes às 09h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Aliás

Em SP, pego um táxi com televisãozinha no encosto do banco da frente. Quero olhar pros lados, pros carros ao lado, pra favela crescendo no meio-fio em tempo real na Jornalista Roberto Marinho (o nome mais nada-a-ver com rua possível), e a propaganda do GNT me incomoda.

De repente, um japonês no monitor do táxi. Me deu uma sensação de Blade Runner.



Escrito por Tina Lopes às 19h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Voltei

Estive em São Paulo, lembrei de você.

Escrito por Tina Lopes às 16h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Outubro logo ali

Meu inferno astral começa antes. Começa na procura por buffets e serviços para a festa de aniversário da Nina. Vou te contar. Mil e oitocentos reais o mais barato. Na média, uns R$ 2.500. Nem vou telefonar, claro, porque pretendo NÃO gastar nem um terço disso aí. Então lá vamos nós procurar tudo separado; decoração de Mulher Maravilha (claro que eu guardei a toalha de mesa de princesas, um ano inteiro, à toa); bolo, salgadinhos e doces do mesmo fornecedor de sempre; mesas e cadeiras; cama elástica e piscina de bolinhas. Se não tiver cama elástica as crianças vão pra frente da televisão e ficam brigando pelo Discovery Kids ou Cartoon. O que não deixa de ser boa idéia. Além disso, tem a empregada e amiga, que vão trabalhar como monitoras (separando os marmanjos dos menores). Um ou dois garçons: alunos do E. que precisam fazer bicos pra pagar a mensalidade. Mesinhas e cadeiras. Ufa*.

 

Ah, essa vai ser a minha sugestão pra Mastercard.

Casa da Barbie*: R$ 200

Vestido de festa: R$ 150

Buffet infantil: R$ 2.500

Não ter que providenciar nada antes da festa, nem limpar depois: NÃO TEM PREÇO.

 

 

*Casa da Barbie é o que ela quer mas não vai rolar. Festa ou presente, né. Só se as avós fizerem vaquinha.

** Por mais que eu organize, sempre tem alguma coisa a mais. Ano passado foi o microondas que estragou na hora da festa. O marido foi emprestar o da minha mãe, mas era pequeno demais. Correu na Americanas e comprou um microondas - péssimo, por sinal - em 10 vezes. Acho que acabamos de pagar dia desses. Acho.



Escrito por Tina Lopes às 16h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Vergonha do Várte

Sabe a piada do cara que achava que a mulher o estava traindo? Daí ele se escondeu no armário do quarto e ficou esperando. Logo chegou a mulher, achando que ele estava no trabalho, com o amante – o seu melhor amigo, o Várte! Daí a mulher tira a saia, do armário ele vê do armário a celulite da bunda, as varizes nas pernas; ela tira a blusa, o marido observa as banhas da barriga; tira o sutiã, o peito cai pelo umbigo. E o corno bate com a mão na testa e pensa: “ai, que vergonha do Várte”.

 

Foi o que eu pensei agora há pouco, quando meu chefe teve de atender pra entrevista uma coleguinha de televisão totalmente desinformada, confundindo garlics com bugarlics, grosseira – daquele tipo “sou durona”, cabelinho anapaulapadrão– e que me vem com essa:

 

“– Mas na prática (ênfase), qual a diferença entre receita e lucro?”

 

Acho que não vão botar a cara estupefata do meu chefe no horário nobre.

 

Ai que vergonha do Várte.



Escrito por Tina Lopes às 16h43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Criança, bicho, mulher*

* Os três truques da publicidade quando se está sem idéias pra uma campanha. Ou para um post. Bom dia.



Escrito por Tina Lopes às 21h01
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Post anterior: "Só sei de uma coisa. O Brasil leva prata e bronze no vôlei de praia. O ouro é dos gigantes americanos que não choram de emoção a cada vez que a câmera se aproxima."

 "Eu te disse, eu te disse"

Meninos, eu vi. Não ia assistir Brasil x EUA por vários motivos - 1) muito tarde 2) tinha certeza que iam perder 3) nem sou chegada em vôlei de praia. Mas um dos primos da Nina, que estava passando uns dias lá em casa (ah, eu não contei - então, eu estava com 3 crianças hiperativas em casa, uma diversão, haha) vomitou até a alma, tadinho, e o marido e cunhado foram pro Pronto-Socorro; depois da limpeza, liguei a TV para esperá-los. E vi. Primeiro set, tinham boa diferença, 8 a 2, e conseguiram perder. Mas jogaram bem. Segundo set, todo mundo já leu nos UOL por aí, mas então, segundo set, ganharam, e foi emocionante. Daí no tie break, que eu nem tinha me dado conta que vai só até 15, os caras entregaram o jogo e deram um vexame de 15 a 4. Pô, perder tudo bem, mas de lavada não dá. Aliás, o priminho está bem, obrigada.

 

Se todo mundo morde o ouro, como é que faz com a prata? Lambe? E o bronze - cospe?

Mas o que importa é que a Maurren é ouro. Ai que legal. O pessoal de São Carlos deve estar insuportável hoje - siachanu. Como eu comentei lá na Mary W., não sei como ela teve força pra voltar depois daquela papagaiada de doping com creme depilatório. Detonou.



Escrito por Tina Lopes às 14h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Por aí

Acordei com uma dor de cabeça do cão e uma tonturinha. E não passam. Logo hoje que o chefe chegou de viagem e vamos ter que conversar sobre mil coisinhas pendentes. Lógico. Porque a besta aqui ficou assistindo o jogaço de vôlei entre púcaros búlgaros e russos. E nem vi até o fim. Ah, sim. O vinho também colaborou.

***

Só sei de uma coisa. O Brasil leva prata e bronze no vôlei de praia. O ouro é dos gigantes americanos que não choram de emoção a cada vez que a câmera se aproxima.

***

Sabe o que me dá ódio? Quando você tira o rótulo da garrafa de água mineral e quando vai beber (ela fica do lado do PC), gruda nos dedos.



Escrito por Tina Lopes às 14h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Noite de domingo. Mimi chegou em casa toda ensopada e com uma barata na boca. Barata. Ensopada. Não sei por onde ela andou se esfalfando, mas era úmido e tinha barata, bem entendido? E não estava chovendo. Claro que a proibi de dormir conosco - na minha cama ou no quarto da Nina (onde ela se enrola na frente do aquecedor). Fechei a porta do corredor e ela ficou isolada. Lá pelas 4 da manhã começou a miação. Miou, miou, pra entrar. Me acabou com o sono (pai e filha não acordam nem com o teto caindo nas cabeças). Não sucumbi. São duas noites já. Mas estou com peninha dela.

Daí eu queria saber: gatos são laváveis? Como faz pra dar banho? Porque não dá, né.



Escrito por Tina Lopes às 14h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Canarinho é amarelinho

Mas ainda aposto no vôlei das meninas. E na Maurren levar a prata, pelo menos. Do resto eu não sei; o que vier é surpresa. O Jadel, talvez? Ah, que chato. Só penso nisso e não consigo acompanhar quase nada.

 

Interessa que hoje começa o Horário Eleitoral Gratuito.



Escrito por Tina Lopes às 14h28
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Old fashion way

Eu sou do tempo que nadador tinha pêlo no sovaco.

Escrito por Tina Lopes às 17h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Batatinha quando nasce

Não precisa pedir desculpas ao povo brasileiro. Ninguém vai deixar de comer o frango com farofa por causa do seu tombo. Mas essa cara de meu mundo caiu - literalmente - foi totalmente desnecessária. Alguma dignidade, vamos. Cair faz parte. Se não fosse assim, era só filmar um treino bem feito e comparar coreografias e saltos. Não precisa chorar. Até no vestibular dá branco. Está entre os oito mais, tudo bem, fez o possível. Mas não faz essa cara que dá vergonha. Cair, tudo bem - desespero, não!

Já as meninas foram bem de entrevista depois das derrotas. A Jade se recusou a dizer que estava decepcionada consigo mesma. A repórter tenta. "Mas era isso que vc queria?" (só falta pedir - chora mais, chora). A Daiane deixou bem claro: estou ótima entre as oito do mundo. Porque "não é o mesmo momento de Atenas". Em Atenas, sim, foi de matar. Aliás, eu NUNCA faria a mesma coreografia e usaria a mesma música. Brasileirinho, convenhamos, tá bichado. Mas em personalidade a Dai é nota 10.



Escrito por Tina Lopes às 11h09
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Febeapá da Olimpíada

César Cielo acaba de ganhar o ouro. Aquela comoção toda (e hoje nem quero ver o tanto de poesia que vão fazer na TV). Eu mesma fiquei emocionada, lembrei de uma matéria da Folha antes do início das Olimpíadas, mostrando que a família dele ia pra China com a cara e a coragem, sem ingressos, bem na louca mesmo. Enfim. O cara ganhou ouro, né, é pra dizer o quê?

Daí um comentarista de um dos Sportv lembra que ele ficou a dois microlésimos de segundo atrás do recorde mundial. E o outro comentarista diz: "ah, mas eu prefiro que ele tenha ganho a medalha agora e deixe pra quebrar o recorde depois".

Ele prefere, gente. Meu filho, você preferindo e um cachorro cagando, dá no mesmo.

***

Daí, duas da manhã, aparece um ex-nadador, medalha de bronze num Pan de trocentos anos atrás, pra comentar a performance do Cielo. Me diga onde acham esses caras às duas da manhã? Quem assiste um ex-bronze-do-pan pra dar sua impressão sobre o primeiro campeão olímpico do país?

***

E fazia tempo, muito tempo, que eu não ouvia o Galvão Bueno. Acabou a prova, o marido mudou pra Globo - "aposto que tão entrevistando o cara já" - e aparece o Galvão falando sem parar da Vovó Olga. Vovó Olga!!!



Escrito por Tina Lopes às 10h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




E já que é sexta

Pegou? pegou? Hein, ganso, afogar, biscoito.

 



Escrito por Tina Lopes às 17h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Por e-mail (pq é sexta)



Escrito por Tina Lopes às 17h38
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pensamentos felizes

Essa noite a Nina acordou gritando. Fui ao quarto, me encarou com olhos vidrados, bem braba, e disse: “sonhei de coisa ruim*, não quero mais dormir!”. Eu disse que ela devia voltar a dormir, pensar em coisas boas, como o Peter Pan quando ensina a Wendy a voar. Ela apertou a testa com força e reclamou: “não dá, eu não mando na minha cabeça!”

 

Levei-a pra minha cama e fiquei falando baixinho de “coisas felizes”: Mimi, festa de aniversário, amiguinhas, primos etc. Dormiu logo.

 

 

*Ela fala assim: sonhei de coelho, sonhei de gatinhos. Acho tão fofo, não corrijo.



Escrito por Tina Lopes às 15h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Azulejo, azulejo, azulejo, azulejo.

Respira, inspira, braçada, pés.

Azulejo, azulejo, azulejo, volta.

 

 

 

RAMAAADA!

 

 

Tenho a impressão que a natação é o esporte mais bitolante que existe. Imagina um campeão olímpico que treina oito horas por dia. (E a Lolló confirma que é bem solitário mesmo).



Escrito por Tina Lopes às 17h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Essa pequena é uma parada em dois atos

Domingo. Eu tinha que trabalhar cedo na segunda. Lembrei que a Nina tinha tarefa pra escolinha (cortar e colar as letras da palavra PAPAI).

- Nina, vamos fazer tarefa? Tem cola colorida, revistas, tesourinha...

- Ah, mãe, eu não gosto de fazer tarefa. Gosto de cortar e colar quando não é tarefa.

 

***

Na terça-feira, a empregada conta que a Nina achou o pacote de jujubas e comeu metade antes do almoço. Depois de levar bronca da moça, devolveu o pacote no armário.

De noite, vou verificar se as balas estão lá e nada. Esqueço

Deixo a Nina se divertindo com a caneca e os bonecos Little People na banheira, vou arrumar as roupas pra dormir.

Tem um pacote de jujubas na gaveta de calcinhas.

Nina sai do banho, eu mostro o pacote e digo:

- Agora explique o que essas jujubas estão fazendo junto com as tuas calcinhas.

- Hmmmmm. Deixa eu pensar primeiro, mamãe.



Escrito por Tina Lopes às 15h19
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Acho que já contei, mas conto de novo

Já comentei que ODEIO chuva? Tenho milhares de motivos pra isso. Que se danem as plantinhas, eu gosto mesmo é de seca.

Uma história ilustrativa é da formatura da minha turma. À qual eu fui convidada, já que tinha reprovado em matérias anuais que me atrasaram um ano e meio. Acho. Passei pela faculdade mas não tenho muita lembrança, sabe.

Enfim. Eu morava no Boqueirão, um bairro tão feio quanto o nome, longe, longe, e fiquei de me encontrar com o namorado-futuro-marido. Estava meio pra baixo, imagina, vendo o povo com quem comecei a faculdade já saindo enquanto eu tinha que fazer aulas de espanhol e educação física como disciplinas optativas/obrigatórias (coerente, a federal).

Daí pra melhorar o humor resolvi tingir o cabelo. Naquele tempo eu ainda não tinha a profusão de brancos que hoje faz com que a tintura seja uma obrigação. Tingi de vermelho, por cima do castanho, ficou até bonzinho. Fui pro ponto pegar o ônibus, depois tinha que pegar o Ligeirinho pra descer perto da Reitoria, onde ia rolar a cerimônia.

Na hora exata em que pus os pés pra fora do tubo caiu o céu na minha cabeça. Não tinha – nem tem ainda – uma marquise pra eu me esconder. Cheguei ensopada, mas pelo menos não era a única. Todos os pobres da turma – e éramos uns 10 - que não chegavam de carro, estavam molhados. Encontrei o então namorado e por puro orgulho eu quis ver a cerimônia, mesmo arriscando uma pneumonia.

Ficamos em pé no canto do auditório lotado. Não agüentei até o final. Primeiro, porque tem aquela babaquice de vídeo com fotos e momentos blabla e eu sabendo que a turma se odiava.

Quando me virei pra falar pro E. pra irmos embora, o vexame: vi que meus cabelos tinham tingido a camiseta branca dele de vermelho. “Agora vamos embora mesmo que já é vexame demais”.

Pegamos outra chuva no meio da Rua XV, a caminho do Largo da Ordem, onde ele morava. Mas aí tudo bem. Já estava rindo do ridículo. E um cara qualquer parou na nossa frente, fez uma foto com flash e tudo e saiu correndo. Estranho.

Quando me formei, ano e meio depois, foi no meio de uma tarde de trabalho – “chefe, dá licença de uma hora pra eu dar uma formadinha?”. Sem reitor, sem festa, sem chuva, do jeito que eu gosto.



Escrito por Tina Lopes às 11h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

Eu sou do tempo que a Fofão era mascote.

 

 

Passei minha adolescência em dois locais, basicamente: no quarto, ouvindo música (a Capital do Papel FM ou fitas gravadas dos discos das primas da capital) ou na quadra de vôlei. Com 13 anos ganhei, de Natal, uma bola oficial. Meu pai, que antes me se preocupava que eu fosse depressiva, passou a me achar “masculina demais”. De 1982 a 1984, mais ou menos, só dava Montanaro, William, Xandó, Vera Mossa, Isabel e tals no meu mundinho. Foi uma boa fase. A professora de educação física, uma polacona ignorante, parou de me chamar de bunda-mole. Eu não tinha força pra saques fortes e não pulava muito, mas era boa levantadora – só boa, jamais brilhante. Aprendi com os maloqueiros do bairro (naquele tempo os maloqueiros era saudáveis, só fumavam maconha ou bebiam pinga depois de passar a tarde no sol, jogando). Minha casa ficava ao lado da quadra, que era muito boa, com dois espaços pra vôlei, um pra basquete, um pra futebol de salão e outro de futebol de grama. Meu pai queria morrer quando aparecia um dos bad boys do bairro no portão, me chamando pra jogar. Eram uns gigantes e bem estúpidos. Não me poupavam: eu vivia roxa de levar bolada, e eles morriam de rir dos meus tombos. Uma vez passei um dia inteiro surda da “jogada ensaiada” que levei na orelha. Mas eles me chamavam e eu saía me escafedendo. Sabia que o motivo era a bola, claro. Tive três, no total, sempre furadas na rua. As ruas tinham mais movimento de cavalo do que de automóveis, mas era só minha bola voar pra fora da quadra, passava um caminhão a toda por cima. Quis participar do time da cidade e fiquei com uma das últimas vagas. Treinei um tempo mas depois me tiraram do time pra colocar no lugar uma menina cuja mãe tinha fugido com um caminhoneiro. Tá, ela jogava (bem) melhor que eu. Mas o pai dela era amigo do treinador e, enfim, ela precisava se distrair, coitada. Voltei pro quarto. Traduzi o disco inteiro do Police naquele inverno, só de ouvido, com um dicionário da Barsa.



Escrito por Tina Lopes às 16h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




More

E o Krusty achava que Garota de Ipanema fosse uma música mexicana.



Escrito por Tina Lopes às 14h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Hello Goodbye

O americano foi embora e como não tinha correio aberto no sábado, me ofereci pra enviar hoje os cartões postais que ele já tinha comprado, escrito e selado para mandar pros amigos. Postais de Curitiba, imagina. Claro que eu dei uma olhada (com a permissão dele, bem entendido). Tirou um sarrinho básico de cada ponto turístico – o memorial da Praça do Japão é “a kind of pagode”. E aproveitou pra fazer um marketão daqueles. A palestra dele foi “spetacular” e assistida por “250”. Contou pros amigos ainda que até deu autógrafos pra dois alunos, e tirou fotos com eles. Vamos combinar que espetacular é exagero; o auditório tinha umas 150 pessoas, o que realmente é bastante. E as fotos e os autógrafos foram uma tiração de sarro.

E ele diz ter sido tratado “like a king”. Imagina. Foi pros botecos com o povo, ao final de cada dia do congresso, teve as despesas pagas – já que não recebeu nada pela palestra. E teve a feijoada lá em casa.

A gente faz assim com todo mundo, ora. Que rei o cacete.

Mas o cara era uma figura da boa. Anti-Bush, mas não pró-Obama. Fã do Leonard Cohen. Amou a Nina. Ela olhava pra ele e dizia: “Cachorro é dog! Gato é cat!” e enfiou na Mimi na cara dele, dizendo “ela é um cat!” – e ele é alérgico. A gatos americanos, somente,  porque a Mimi não o fez espirrar.

Enrolou as cachaças que comprou no Mercado Municipal em cuecas e meias, depois de acondicionar em isopores próprios pra cerveja. Preocupadíssimo que elas quebrassem na mala, não pelo cheiro que iria inviabilizar as roupas, mas pela perda irreparável.

Enfim, ficamos até amigos.

Mas eu não engoli o fato de ele não comer vegetais. Diz que as bactérias daqui são diferentes das de lá, e que não adianta lavar que elas permanecem e a gente já tem anticorpos mas ele não, yadda yadda. Só traçou a couve, mesmo assim depois de alguma cachaça.

Americanos.

 

 

 (Ah, e ele é a cara do Krusty)

 

E nessa de tratar o cara feito rei, perdi tudo das Olimpíadas, porque na hora dos jogos ou a gente estava enchendo a cara ou dormindo de ressaca. Já temos medalha!!! Já rolou jogo de vôlei! E eu por fora. Droga.

Sem contar os dois quilos que estou percebendo na calça apertada. Shit.



Escrito por Tina Lopes às 12h22
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




AMO Olimpíadas mas ninguém me faz ouvir o Galvão Bueno narrando abertura. Além do que, nenhum país nunca vai superar o ursinho Misha e pronto. Queria muito, como disse lá na Helen, ter 15 dias de folga pra acompanhar vôlei, basquete, natação, ginástica olímpica, atletismo (saltos e corridas, principalmente). Futebol, com Dunga, sinto muito, aguardo mais 4 anos.

 

E vou acompanhar tudo aqui também.



Escrito por Tina Lopes às 17h30
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Abordagens & pontos de vista

É desagradável, mas eu tenho que comentar (vi primeiro aqui). Um cara aí estuprou a irmã da mulher durante 4 anos, desde que a menina tinha 10 anos; a mulher descobriu e matou o cara com um tiro na cabeça. Chamou a polícia, confessou, mostrou o corpo e explicou a motivação.

 

Minha manchete:

Mulher mata pedófilo que estuprava cunhada menor.

 

Título do UOL:

Mulher mata marido com tiro na cabeça na zona oeste de São Paulo

(no corpo do texto: “À policia ela disse que o marido mantinha relacionamento com uma adolescente”)

 

Título do Estadão:

Após traição, bancário é assassinado pela esposa em SP

Segundo a polícia, mulher matou o marido depois de descobrir que ele a traía com a cunhada de 14 anos

 

Título do G1:

Arsenal de marido assassinado tem poder 'incomensurável', diz delegado

 

Título do Terra:

Polícia: mulher mata marido e o acusa de pedofilia



Escrito por Tina Lopes às 17h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Na pensão da dona Tina

Que tal uma bela feijoada nesta sexta-feira fria?

Vai lá em casa.

Enquanto estou aqui, aprimorando a arte de engazopar, estão lá o marido, os amigos do interior de SP, o americano, um argentino, dois professores colegas e suas esposas – neste momento, 14h21 – provavelmente começando a degustar uma bela feijoada feita pelo amigo do interior, que está desde cedo na minha cozinha picando e preparando ingredientes minuciosamente escolhidos no Mercado Municipal*. Inclusive a cachaça (pra mim é pinga).

Estão lá hoje porque o Congresso acabou e vão todos embora amanhã.

Eu arrumei a mesa, lindamente, por sinal, e vim pro trabalho.

Quando eu voltar pra casa, ligo o Zeca Pagodinho no máximo e traduzo pro americano:

Fui no pagode

Acabou a comida

Acabou a bebida

Acabou a canja

Sobrou pra mim

O bagaço da laranja

Sobrou pra mim

O bagaço da laranja!

 

*O que significa: o que há de melhor e mais saboroso e gorduroso.



Escrito por Tina Lopes às 14h27
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pra carpir uma roça ou pular uma poça

O mundinho fashion está agitado com a referência telemacoborbense nos modelitos de Katie Holmes. O look "carça frôxa que eu ganhei da prima gorda" já influenciou sua colega do showbizz, Reese Witherspoon. E o mundo ainda gira. (fotos: Chic)

  



Escrito por Tina Lopes às 15h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dia dos Pais

Ontem à noite teve apresentação de Dia dos Pais na escola da Nina. Olha só.

Faz duas semanas que tem um cartaz no portão com os horários.

Maternal 1 – 18h

Maternal 2 – 18h20

Maternal 3 – 18h50

Jardim 1 – 19h10

E avisei o marido com bastante antecedência: não tem desculpa, a apresentação da Nina é às 18h, você não tem aula nem reunião nessa hora.

Daí ontem deixei a gatinha na escola, como sempre, e perguntei só por perguntar – "não mudou o horário, né, a turma da Nina continua marcada pras 18h?" E o tio Milton, da portaria, falou “mas mãe (veja como parecemos retardados na escola – tio, mãe), a Nina está no Jardim, ela já passou pelos maternais”.

Ai, ai. É mesmo. Ela cresceu. Já está no Jardim.

E pro pai dela conseguir estar lá às 19h10?

Corri pra dentro da escola (não pode), chamei a Nina e disse – ih, querida, teu pai não vai poder vir, venho eu, ok?

A professora pergunta – e não pode vir o padrinho?

Não, darling, a Nina não tem padrinho, eu não tenho religião, ela nem sabe o que é isso. Pensei em dizer. Mas só disse que não, não tem ninguém, tinha que ser Dia dos Pais com a mãe mesmo.

Mas aí o marido avisa no meio da tarde que conseguiu um colega pra substituí-lo ATÉ as 20 horas. Olha a tensão. O troço todo ia ter que durar uns 20 minutos pra dar tempo de chegar até a universidade.

Chego lá às 19h20, pra levá-la pra casa depois da apresentação, e estão todos os pais do Jardim 1 reunidos, aguardando.

Era pra estar terminando, não tinha nem começado.

E o marido com aquela cara de quem vai esganar a diretora da escola, que fica na porta dizendo que “pai também tem que se sacrificar”.

19h30, mandam os pais entrarem e as mães ficam no saguão esperando.

15 minutos e nada, e eu pensando no mau humor do marido pensando no colega que está dando aula e tem compromisso também depois das 20h.

Mandam as mães entrarem pra observar. Os pais e filhos estão fazendo uma “atividade” juntos. Vemos um bando de homens ajoelhados no chão, cada um com seu filho (a), colando caixas, enrolados com papel crepom, glitter etc.

Vejo o marido e a Nina. Estão com a caixa de sapatos que eu tinha mandado pra escola semana passada. A caixa do meu tênis fedido. Consequentemente, é uma caixa fedida. Na hora que mandei nem pensei nisso. Estão colando pedaços de papel crepom e fios coloridos na caixa.

A diretora avisa, mais 5 minutos, pais. O marido me olha com cara de quem já se entregou.

As mães se divertem. “Hahahaha, é bom que paguem mico, pensam que é só com a gente?”

Acaba o tempo, os alunos vão pra um banco e o professor de Educação Física – que levou seu próprio pai (!) – declama um poema que, convenhamos, deve ser de sua autoria.

Finalmente somos dispensados.

Vejo as outras crianças com as caixas feitas com os pais, todas satisfeitas. Alguns fizeram robôs, outros, carrinhos, até bonecas.

O marido e a Nina vão embora com a caixa fedida e toda remendada na mão. Segundo eles, um porta-jóias.

 

 

* Depois fiquei sabendo que ao verem os pais, as crianças cantaram aquela música do Claudinho pro Buchecha, gravada pela Adriana Calcanhoto/Partimpim - não sei o nome. Não existo sem você, talvez. "Avião sem asa, queijo sem goiabada, sou eu assim sem você..."Avião sem asa/ Fogueira sem brasa/ Sou eu, assim, sem você... Sabe que eu sempre choro quando ouço essa música? É, eu sei. Caso sério.



Escrito por Tina Lopes às 11h43
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Are you talking to me?

Vale a pena pagar uma fortuna por um carro popular & impostos, passar raiva e medo no trânsito etc. Porque eu sofro a maldição do taxista, não é possível.
Ontem deixei a Nina na avó e o carro em casa, por vários motivos – falta de estacionamento na universidade onde E. trabalha, lei seca – e chamei um táxi pra chegar a tempo de ouvir (sem entender) a palestra do marido.

 

Entro no carro, peço que me leve até a universidade.

- A senhora estuda?

- *suspiro* Não, vou encontrar meu marido.

- Ele estuda?

- Não, ele é professor.

- Ah... e como é ser mulher de professor?

- (?!) ué, normal.

- É, porque tem profissão que a mulher se sacrifica.

- Mas professor é normal.

- Mulher de taxista é que sofre.

- (...)

- Minha mulher reclama o tempo todo. Que eu fico na frente da televisão. Você não conversa, diz ela. Não conversa! Como é que eu vou conversar, se passo o dia nesse trânsito do inferno? E reclama que eu não vou pra cidade fazer compra com ela. Quer ir pra cidade? Vá sozinha. Me deixe na frente da televisão. E ela não pode falar nada. A essa hora está na frente da televisão também, parece uma jibóia. Come e fica parada lá, olhando. Daí diz que mulher de taxista se sacrifica. Porque a gente não tem horário, não tem final de semana. Eu não trabalho mais no domingo. Mas também só durmo e vejo TV. Quem é que se sacrifica?

 

Da próxima vez eu arrisco que o carro seja roubado. Tem seguro pra isso.  



Escrito por Tina Lopes às 22h52
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Agora em fase gatinha

A gatinha fica em homenagem à Mimi, ok? Não sou eu me fazendo de gatinha não, hein.

Temos até um calendário de gente, ali embaixo do contador.

(Eu queria saber tirar essa gatinha daí, deixar o resto do layout. Cinza e rosa, me gusta)



Escrito por Tina Lopes às 16h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Como era gostoso o meu inglês

Ressaquinha, hoje.

O marido e amigos estão participando de um congresso e ontem saímos com um palestrante americano. Ele queria um lugar típico de Curitiba, fomos a um bar mexicano perto de casa. Há séculos eu não tomava cerveja, e se o meu inglês já estava capenga, ficou muito pior depois do terceiro copo. Mas o cara é bem divertido e nos deu o prazer de folhear seu guia de frases para se virar no Brazil.

Vejam só (cito de cabeça):

Capítulo DRUGS:

- Do you want to smoke virou “você tem unzinho aí?” – e a representação fonética é oon-zee-gno.

Ensina também a dizer “tô doidão” pra “I´m high”.

No capítulo WOMAN começa com frases básicas tipo você é linda; você quer dançar?; vamos pra outro lugar etc.

Aí chega em – She´s a bitch, traduzido para “ela é uma cadela” e com pronúncia “ka-dee-laa”.

Juro.

Vou tirar uma foto desse manual e depois eu mostro aqui.

 

 

 

* Questionamos a que tipo de país o cara que fez o guia pensa que o turista vai  - mulherada e drogas, imagine! - e ele comentou que quando foi à Itália, o manual era muito pior. Só tinha frases negativas, tipo "essa comida não está boa", "meu quarto está sujo", "quero falar com o gerente" etc. E quando precisou saber como agradecer uma gentileza, não tinha nenhuma frase ou expressão. Só reclamações.

 

** A feijoada - qual gringo não implora por uma? - vai ser lá em casa. Na pensão da Tina Lopes.



Escrito por Tina Lopes às 11h14
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Segundo semestre

Pronto, o ano começou a acabar. A gente pensa que mata o tempo mas é o tempo que mata a gente, né mesmo minha gente?

Não fosse a bola-de-neve em dívidas, iniciada lá atrás na mudança e reformas da casa (e estufadas por vinhos, tênis & bonecas etc.) eu deveria estar cumprindo metas como iniciar o curso de corte e costura, voltar ao inglês, além daquelas promessas para 2008 que são as mesmas em qualquer ano, como perder os 5 kg sempre extras e correr de casa até o São Lourenço.

Enfim.

 

Até agora só estou conseguindo deixar o cabelo crescer.  



Escrito por Tina Lopes às 16h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Glamour

Estive em Ponta Grossa, lembrei de você.



Escrito por Tina Lopes às 10h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Dormindo com o inimigo

O ministro é um cara bem humorado. Mas podia não atrapalhar, né.

 

"O ministro Paulo Bernardo garante não ter tido nenhuma participação na estratégia da mulher porque desembarcou no aeroporto três horas antes do debate. “Cheguei em casa e nem deu tempo de perguntar nada porque ela estava preocupada em escolher a blusa e arrumar o cabelo”, contou. “Marido nessa hora só atrapalha. Melhor ficar quieto.”

 

 

E eu que vivo enchendo o Marcus porque chama a candidata de “Barbie”.



Escrito por Tina Lopes às 14h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Freak show

Vocês viram o debate ontem (cada um na sua região, claro)? Ah, que divertido. Perdi o começo e não vi as considerações finais - quem aguenta?. Aqui em Curitiba tem um ilustre desconhecido que quase enfartou – até pediu pra “cortar” uma fala. Diz que os enfermeiros da ambulância de plantão estavam de olho. Já o candidato verde promete limpar os rios para os peixes nadarem dentro – e vai fazer o maior parque (do mundo? da imaginação?) em volta do rio que passa pela minha casa. Quer dizer, se votar no PV, vou ser despejada. E o mais jovem de todos, de esquerda, claro que era o mais conservador, quero dizer, defasado, na falta de uma definição melhor. Vai desapropriar a cidade toda para periferia invadir. Quer um mandato que ignore a elite consumidora e acabe com as catracas sociais. “Catracas”, com aspas aéreas. Alguém tem que contar pra ele que pobre quer mais é consumir também. E incrível que todo mundo, todos os candidatos, querem ampliar as ciclovias. Eu, como usuária de ciclovia nos finais de semana, tenho uma consideração: caros candidatos, ciclovia é pra dia de sol. Quem vai trabalhar de bicicleta chega fedido. E molhado de chuva. No mais, mais do mesmo. Todos querem cuidar "da nossa gente", "das pessoas". Quando vai surgir outro bordão, plis?

 

 

****Agora, se você quer saber como foi lá onde é mais interessante, clica na Fal  ("A Coisinha falou mal do doutor Paulo. E ele quer direito de vingança. Opa, de resposta.") e na Mary W (" Ciro Moura (who?) disse que não se preocupada com a poluição ambiental. Que vai trabalhar pra reduzir a poluição humana. Chega de gente feia? Não. Ele estava falando de pobre mesmo.). Imperdível.



Escrito por Tina Lopes às 09h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 



Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 36 a 45 anos
Outro - tina.lopes@bol.com.br
Histórico
Outros sites
  Alessandro
  Araciderci
  Atire no Dramaturgo
  Blowg (Marinaw)
  Chá de Hortelã
  Chá Verde com Limão
  Chic
  Conversas Furtadas
  De Inverno
  Drops da Fal
  Escreva Lola Escreva
  Favoritos
  Feminista
  Gorduchas
  Guia Seinfeld
  I don´t mind a rainy day
  Hoje vou assim
  Ligado em Série
  Lixomania
  Mandrágora
  Mesa de Bar
  O Caderno de Cinema de Marina W.
  O Mujique
  Petiscos
  Puragoiaba
  Querido Leitor
  Quitanda da Cris
  Pensamentos Insanos
  Post Secret
  Tantos Clichês
  Technicolor Kitchen
  Te dou um dado
  Teleséries
  Umbigo