Dois filmes no DVD este fim de semana: no sábado, Piaf. Ontem, O Gângster – pela metade.
Piaf
Deviam dar ao roteirista e diretor um prêmio inédito.
Porque como é que pode alguém pegar:
1)Uma história de vida interessantíssima
2)Uma excelente trilha sonora
3)Uma grande atriz*...
... e transformar numa BOSTA de filme?
É preciso dar um prêmio para esses idiotas, tipo o Framboesa de Ouro hors-concours. Que o recebam junto com diretor e roteirista de Olga, uma contribuição do cinema brasileiro ao estrago das boas biografias.
O Gângster
Vi pela metade porque a Nina não ia dormir nunca.
Depois dos 35 é assim, não dá pra forçar a barra em filme com 150 minutos. Antes eu assistia Scarface só com um olho aberto.
Mas o filme começa com uma cena de tortura, então tivemos que mudar pra TV.
E ficamos assistindo As Panteras 2 dublado, até que a madame dormisse.
Mas como ela vai ficar com sono se tem que decidir qual a mais bonita. “Eu gosto da de cachinhos”, decidiu, claro.
Bem, voltando pro Gângster.
O Denzel Washington fica fazendo aquela cara de quem sabe de tudo.
O começo do “lado” da história do Russel Crowe é complicado. Eu não entendi.
Enfim. Se for pra devolver amanhã, fica pra uma próxima. Porque hoje tem episódio final de Lost.
Aliás: será que vou conseguir sair do teatro a tempo? Tcharans.
A escola da Nina tem aula de balé e faz uma apresentação a cada final de semestre.
Lembram das anteriores?
Na primeira, “O Fundo do Mar”, ela foi de carangueja. Mas queria ter sido uma das sereias.
Depois, o tema da apresentação foi a história de Peter Pan. Que ela ama.
Queria ser a Wendy, acabou fantasiada de Crocodilo Tic-tac.
Hoje – plena segundona!!! – o tema da apresentação vai ser “Um Dia na Fazenda”.
A Nina vai dançar vestida de tomate.
E apesar das frustrações com as fantasias sem glamour, ela adora a coisa toda. As crianças vão de van – uma aventura – até o teatro, passam o dia lá ensaiando, com direito a preparação e lanchinhos nos camarins.
Outra novidade é que comprei uma câmera, portanto a expectativa é de boas imagens.
Claro que não vou fazer fotos enquanto as crianças estão no palco. Sou a única besta que obedece a ordem de não fotografar nem filmar.
Espetáculo infantil é assim: pais e mães, em geral, parecem ter saído daquela cena da Lista de Schindler, em que as crianças passam cantando enquanto eles vão pegar o trem pra Auschwitz.
Bem, daí eu vim trabalhar cedo pra poder entrar cedo na fila, que é de dobrar quarteirão. Assim consigo sentar mais na frente que nos anos anteriores. Não é pra ver de perto, não, é que assim no final do show eu consigo pegar a gatinha antes. Senão, engarrafamento de pais corujas, ninguém merééééééce.
Assistíamos a um jogo do Corinthians, aquele sofrimento de sempre, daí a Nina decidiu que não ia comemorar o gol porque não quer torcer pro Corinthians.
Veja que a família é 100% coringão.
Então baixou a sábia e mandei a seguinte lição:
- Meu amor, você pode até não virar uma corinthiana. Mas quando for escolher um time pra torcer, atenção: escolha entre os de preto, vermelho ou branco; ou com essas cores combinadas. Mas nunca, nunca, torça pros de azul ou verde.
Ela concordou e prometeu.
*Mas tem salvação - ela ainda está na fase de perguntar pra que time o juiz joga.
O sono me deixa muito mais chata. Escrito por Tina Lopes às 14h18
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Ainda o velório
A gente tem que invejar a dona Ruth. Porque veja, em tese, ela morreu na hora certa. Pouca gente pode dizer isso (dãr). Me deu assim um insight: você sabe que morreu na hora certa se o teu velório não tem desespero. As pessoas sofrem, mas aceitam. Porque você fez de tudo que tinha pra fazer, pessoal, profissional e emocionalmente. Os filhos estão criados e com seus companheiros pra dar o ombro; a convivência com os netos foi suficiente para gerar boas lembranças e para que seus conselhos ou experiências tenham sido compreendidos. Os colegas têm boas histórias pra contar.
Mal, mesmo, fica o companheiro (a). Porque mesmo que vocês tenham feito tudo o que planejaram, ele ficou pra trás. Porque não tem travesseiro que substitua o calorzinho de uma encoxada.
Troquei o casaco-mico que comprei de presente pra sogra, finalmente. Ela ganhou um pijaminha e eu fiquei com um casaco de tweed moderninho, parecido com esse da foto, só que não tão bonito: mesmo tecido, mesmas mangas, mas com gola diferente, infelizmente. É que esse aí da foto não entrou na liquidação. É, começaram as liquidações de inverno – não entendo, porque pra mim o inverno mal chegou – e troquei o casaco-mico por esse chique, com 40% de desconto.
Eram R$ 8 de diferença, mas a gerente queria que eu deixasse R$ 108! Porque o casaco-mico também entrou na liquidação e custa agora R$ 100 a menos. “Mas eu estou pagando o preço de antes no cartão, querida”, expliquei pacientemente. Percebam o querida. “Teu cálculo só me faz sair perdendo, de qualquer jeito”. E ia pensando, na frente da plaquinha do Procon: "se eu ligar pra lá, só vai dar ocupado... como é que vou causar agora? Se não tenho molho pra derrubar no chão?"
Mas ela ficou com medo do "querida", ligou pra supervisora e ficou acertado o preço anterior na troca do casaco com desconto.
O que vou contar aconteceu há 15 anos – tínhamos 22. Era começo de inverno e estávamos nos preparando para fazer alguma coisa empolgante, como ver um filme (na faixa) em algum cinema de rua da Fundação Cultural (havia cinemas fora de shopping naquele tempo, gafanhotos).
Prontos para sair – pois a diferença entre o pronto e o não-pronto era o xixizinho antes da caminhada; eu não passava nem batom – toca a campainha.
Era um ex-amigo. Explico. Era um bom amigo, apesar de grosserias e encheções às quais estávamos acostumados. Inconveniente e aproveitador, mas no limite do divertido. Até que um dia passou do limite. Fui ofendida e cortei relações, depois foi a vez de E. cansar da figura, brigar e tudo o mais que nos afasta tão rapidamente quanto aproxima, quando ainda temos 22 anos.
Mas ele estava lá, e chorava. O pai acabara de morrer, e ele não tinha coragem de ir até a casa de sua mãe sozinho, podia se matar no caminho, o pai morreu e estavam brigados, se odiavam. Disse que ainda nos considerava os melhores amigos e precisava de nós.
Fazer o quê?
Fomos os três para o bairro onde a família morava. Ele, num apartamento de Cohab próximo, com a namorada, uma doméstica da qual tinha vergonha, nunca apresentada aos outros colegas da faculdade (ele era meu calouro).
Era preciso pegar dois ônibus, um no terminal. Longe. Estava frio, apostava-se em geada. Andamos até o apartamento, onde já estavam a namorada e a irmã. A irmã estava furiosa porque depois de ser avisado da morte ele simplesmente sumira, deixando a mãe apavorada. A família velava o corpo na sala de casa, a duas quadras dali, em frente à televisão, como se fazia antigamente.
Ele disse que logo iria; a irmã voltou ao velório. Ele abriu uma garrafa de cerveja, tomou dois comprimidos de tarja preta e começou a falar enrolado. Chorou e contou das brigas com o pai. Ensaiamos voltar pra nossa casa (eu e E. estávamos naquele ponto de deixar peças de roupas na casa um do outro), mas ele pediu que ficássemos mais um tempo – pra impedi-lo de cometer alguma loucura, dizia.
Acreditamos. Dali a pouco, se retirou pro quarto. E simplesmente dormiu. A namorada, que não abria a boca, foi junto. Ficamos eu e E. olhando um pra cara do outro. Sem televisão pra distrair e sem ônibus pra voltar – já era tarde, não passavam mais alimentadores (ônibus que levam até o terminal).
Fazer o quê?
Morrendo de fome, fomos ao velório. A irmã ficou muito agradecida e passou metade da noite xingando o irmão. O defunto ficava a maior parte do tempo sozinho, na sala. A viúva estava tranqüila e já pensava no que fazer sem o marido, que pelo visto era um ser tão inconveniente quanto o filho.
Metade da madrugada, a tia esquenta uma carne de panela pra comer com pão.
Acaba o cigarro. Como o falecido havia morrido de infarto, e sendo pai de quem era, deduzimos que deveria ter algum maço de cigarro sobrando ou escondido por ali. Não precisamos procurar muito. Em cima de um armário encontramos um Belmont vermelho, quase novo.
Sentados na cozinha, ouvimos uma outra tia com óculos de coruja refletir: “é, os Fulanos estão indo (referindo-se ao sobrenome da família), quem será o próximo?”, olhando um a um os poucos parentes que ainda estavam lá, raspando o resto do molho da panela.
Amanheceu e nos convidaram para o enterro. Não, obrigada. Fomos a pé pro terminal e pegamos o primeiro ônibus pro centro. Eu fui direto pra faculdade, seria uma das poucas vezes a chegar antes das 7h30. Só então lembrei que tinha prova.
Pelo menos não geou. E nunca mais vimos o ex-amigo.
*Lembrei disso tudo ao ver fotos do velório da Dona Ruth.
Daí que fiz arroz (branco, que o integral tá pela hora da morte!), feijãozinho fresco, lingüiça da boa (no forno) e me piquei pro mercado comprar a couve, porque madame Nina queria comer tudo isso.
Na hora de comer, só mexeu no prato com cara de tédio.
Não dei balinha de sobremesa e informei:
A partir de amanhã, só vai almoçar na escola!
São mais uns R$ 50 na mensalidade. Eu acho que vale a pena. Cansei de estressar. E vamos combinar que minha comida é da boa, não é ração.
Who´s bad?
***
Em compensação, ontem ela me contou que o G.F., menino que mordeu a bochecha dela ano passado, diz que eles são namorados.
Esperando a M. chegar pra ficar com a Nina. Já contei que ela mora muito, mas muito longe, então só chega depois das dez. Em vez de botar roupa pra poder ir correndo ao mercado e voltar pra fazer almoço, tô aqui lendo a Fal, a Helen etc. e notícias de moda que realmente não vão mudar nada na minha vida.
Com esse frio, estou dormindo acho que o mais cedo da minha vida adulta. Perto das 23h30.
A Nina comia bem, começou de chatice. Só come agora à base de chantagem, tipo “vai ter balinha de sobremesa”. Se for um prato de brigadeiro, não adianta. Tem que ser bala daquele tipo de iogurte de morango, das mais baratas. Como quase se afogou um dia (e eu quase enfartei), a ordem é comer aos pedacinhos, e ela se meleca toda.
Conversei com a psicóloga da escola pra saber se a Nina está sendo muito agressiva com as amiguinhas, porque todo dia é um tal de “minhas amigas disseram que não são mais minhas amigas”. Como é mandona e briguenta em casa, pensei, deve estar tocando horrores na escola.
Que nada. A psica disse que ela é um anjo. E que outras duas mães foram lá perguntar sobre a mesma coisa. Que as filhas delas também ouvem da Nina que não são mais amigas. E no dia seguinte estão lá, de mãozinhas dadas.
Você percebe a idade quando cantarola “Bê, ú, érre, i: comprar barato só nas Casas Buri”.
Você percebe a senilidade chegando quando se dá conta que vai completar 15 anos de casamento em poucos meses.
Depois, percebe que está ainda pior do que achava porque errou a conta e a data, na verdade, marca os 13 anos de casamento.
Update:
Bonito é você ter que entrar no site do Banco do Brasil pra baixar o programa que vai permitir o acesso on-line à tua conta.
E depois de instalar o programa, ter que anotar uma senha pra que você vá pessoalmente ao Banco do Brasil mais próximo, pra cadastrar a senha no caixa eletrônico e finalmente poder usar o site.
Quer dizer, pra ter o site você precisa ir fisicamente ao banco.
Marido foi trabalhar no sábado e eu convidei mãe, irmã e sobrinho (terroristinha de 2 anos) para almoçar lá em casa. Faria meus famosos bolinhos de carne pras crianças e prometi um pene ao pesto pras duas adultas – que não me perguntem como, nunca haviam experimentado molho pesto.Meu preferido.
Acontece que eu não iria moer os pinoles e bater no liquidificador com manjericão – mesmo porque a arvorezinha lá de casa levou muita geada e está fraca. Tenho um truquíssimo, que é o molho pesto pronto, da marca Liguria. Tem em qualquer mercado e custa tipo uns R$ 8. Isto é...
Fui com a irmã ao mercado mais próximo, só tinha uma marca italiana carésima. Como o outro mercado fica ali do lado, fomos pra lá. Já era quase meio-dia.
Também não tinha do Liguria. Levei outro, meio com medo do resultado mas como era mais caro, devia ser bom.
Aproveitei e comprei espetinhos de frango pras crianças, que já não dava mais tempo de fazer os bolinhos de carne.
Chegando em casa, primeiro fiz o almoço das crianças, refoguei umas verduras e pus no arroz branco, num tipo de arroz de forno saudável (não me perdôo de fazer uma refeição sem fibras, ainda mais pros pequenos), mais feijãozinho gostoso e o tal espetinho. Comeram só o espetinho, claro.
Então. Deixei a água ferver, escorri o pene e na hora de colocar o molho – surpresa. Podre. Estragado. Nojento. Cheirando a acetona!!!! Imagina isso no estômago.
Lembrei que tinha metade do vidro do pesto Liguria congelado, de um jantar no mês passado. Descongelei e ainda estava bom (ou seja, eu nem precisava ter comprado do outro).
Depois da louça lavada, fui ao mercado pra trocar o molho estragado. Sem a nota fiscal, que devo ter jogado no lixo ou sei lá. Quem é que fica com a nota do mercado?
Voz calma, baixa, discreta, me dirigi ao moço do atendimento, que chamou uma funcionária. Ela me disse – “sem nota, não tem troca”.
Pra isso que minha irmã foi junto. Ela adora ver meus barracos. E não foi pouco. Eu disse pra moça que não estava pedindo pra trocar, estava EXIGINDO a troca. Em voz alta. “Eu podia matar uma família servindo esse molho podre”, disse. E ela, impassível – “são normas da empresa, senhora”.
Chamou de senhora.
“Você quer esperar eu chamar o PROCON e a televisão pra ver eu jogar esse pesto podre no chão, ou posso jogar já e avisar os clientes que vocês não garantem a qualidade dos produtos?”
"Eu estive aqui às 11h23. Tem minha imagem no circuito interno. E tem o registro da nota no caixa. Eu espero. Passo a tarde toda aqui atrapalhando vocês, pra conferir a compra. É sua escolha."
Ela chamou o supervisor. Rapidinho, ele trouxe outro vidro de molho. Pediu desculpas e disse que normalmente, sem nota, não trocam. Eu reforcei que eles não estavam me fazendo nenhum favor. "Entendam-se com seus fornecedores. Vocês têm percentual de perdas. Eu não quero saber. O cliente sempre tem razão".
Eu vivo acompanhando sites de moda, apesar de nunca sair do meu arroz-com-feijão do pretinho básico.
Vemos então como sempre a übermodel Gisele, milionária, maravilhosa, adorada, glorificada, e que só sabe fazer essa cara “dããããr” e um “positivo operante” quando não tem personagem de passarela ou foto pra representar.
Todo ano ela, que diz ter se aposentado das passarelas, vem pro Brasil desfilar pra tal Colcci, que junta um monte de pano de prato com uns babados e diz que é moda. Eu acho um vexame. Quando você já tem dinheiro pra limpar o rabo nariz com nota de dólar, não precisa passar por certas coisas. E o outro look era total perigueti do Boqueirão. Nada contra o Boqueirão, que eu já morei muito tempo lá.
Repara que atrás da Gisele, na foto, tem uma mulher usando o tal lenço palestino. Todo mundo que é alguém na noite (aprendi nos blogs de moda a falar assim) usa. Você pega um lenço desses palestinos, parecidos com aqueles que o Yasser Arafat usava, enrola no pescoço todo virado pra frente, com o nó pra trás. A referência é dos desfiles do John Galliano (o Dior, amigo da Gisele) do ano passado. So last season!!!! Mas tá TODO MUNDO usando (agora mesmo cliquei noutro blog e tava lá uma coadjuvante de lenço igualzinho). Convenhamos que engorda, né. Fica um peitão de pombo.
Vou contar uma história horrorosa que eu desenterrei da memória por causa de um post da Liliana. Inclusive a história está lá, resumida, nos coments.
Quando estava na faculdade, eu fiquei sabendo por uma amiga que uma colega meio avoada da minha turma estava grávida. E pior: ela era tão avoada, pra não dizer idiota, que já estava chegando nos três meses. A menina foi atrás do suposto pai.
O menino, que só deu uma bimbada numa festa com a tal menina, não quis nem saber, obviamente. Daí ela decidiu fazer um aborto.
Só que ela era tão, mas tão lerda, que ficou com medo de contar pra mãe que ia precisar de dinheiro, e para qual finalidade.
Demorou meses pra contar. E eu a via diariamente na faculdade, percebia o inchaço no rosto, as roupas cada vez mais largas, um jeito meio torto de andar. E dizia pra minha amiga, que era amiga dela (ela não tinha idéia de que eu sabia da história): ela vai ter o filho, não tem jeito.
Mas quando a menina já tinha completado 7 meses de gravidez, contou finalmente pra mãe, que fez um empréstimo dizendo que era pra outra coisa (pai e familiares não podiam saber) e foram pra uma cidade distante, outra capital, onde encontraram um açougueiro que finalmente fez o aborto.
Eu soube que quando acordou a menina disse: “não quero que façam mal pro bebezinho”.
Será que alguém realmente pode ser tão burra? Ingênua? Cínica?
Quero deixar claro que sou totalmente favorável ao aborto: até os tais três meses, quando se trata de um feto. Quatro meses, tops.
Passou disso, o caso não é mais da liberdade que a mulher deve ter com seu corpo, mas das obrigações que se tem com o corpo do outro.
Querem saber o detalhe mais escabroso e irônico dessa história? A menina era filha adotiva.
Por que eu contei tudo isso? Porque essa história me assombra.
A primeira fase de seleção do American Idol sempre é ótima, mas o Bulgarian
Idol conseguiu uma hors-concours. Ken Lee, de Mariah Carey. Assista. (roubei das
Gorduchas)
Quanto à minha experiência com hotel, então: fui pra Floripa, cheguei no quarto que simplesmente fedia a cigarro e xixi. Os móveis eram de madeira, com uns 40 anos. Os cobertores pareciam coberta de cachorro de fazenda e o banheiro não tinha janela. Mofado. O quarto da minha colega de trabalho, um andar abaixo, era tudo isso também com um plus: cabelos na cama. Deixamos o hotel, ofendidas, tipo grandes damas, e fomos procurar outro. Detalhe: tá rolando um congresso na cidade e todos – TODOS – os hotéis estão lotados.
Por sorte, lá pelas dez da noite, alguém desistiu de uma suíte e não tivemos que dormir no carro. Eu dormi na sala de estar, num sofá, e ela na cama – afinal, era a motorista.
No dia seguinte, meu consolo: café-da-manhã de hotel. AMO.
(dia seguinte, a secretária da empresa liga pro hotel, reclamando, porque no site os quartos são modernos e limpos. O funcionário admite que eles nunca abrem aquela ala onde fomos parar porque é antiga e não foi reformada - foi uma exceção por causa da procura. Anote aí: Hotel Castelmar.)
***
Cheguei de viagem em casa e a Nina – ao contrário de milhões de crianças – fez birra, magoada por eu tê-la deixado e tals. Depois de muito conversar e amaciar, pedi: “Dorme comigo e com o papai hoje, dorme? Quero te abraçar a noite toda”. E ela “não, eu tô com saudade do meu quartinho!” (ela dormiu na avó duas noites)
De madrugada a madame teve um pesadelo e me chamou, eu não tive dúvida: botei a bichinha na minha cama.
De manhã, acorda: “EU DISSE QUE QUERIA DORMIR NO MEU QUARTO!!!”
E ainda diz que me ama.
***
Vendo uns blogues por aí cheguei a uma conclusão (dona Umbiga, nada a ver com vc):
Depois das Socialites Socialistas**, chegou a era das Fascistas Fashionistas.
* Aquele bisturi que enquanto ele corta minha gengiva eu tenho que segurar num bastão de ferro (?) pra não levar choque.
E da série “família”: que tal a tia do E., que enfartou e achou que fosse só uma congestão? Passou dois dias de cama. Marcou consulta no SUS – só foi atendida depois de um mês. Finalmente examinada, o médico chamou a ambulância e ordenou um cateterismo imediato. 50% das veias obstruídas. E ela achando que tinha exagerado na carne. Quer dizer, no geral é isso mesmo.
Essa é a tia L., aquela que atazana o marido todos os dias porque ele deixou de tomar os remédios pra pressão e acabou tendo um derrame. Com seqüelas e tudo. Remédios que ele parou de tomar porque viu na televisão que banana faz bem pra pressão. Trocou os remédios por banana.
Agora ela não pode mais falar dele. Congestão, convenhamos.
Fui mais uma vez – olha o tanto de estacionamento que a pessoa gasta, R$ 3,50 cada vez – ao shopping, de manhã, pra trocar o presente da sogra. O casaco que não coube.
Olha aqui, olha ali, encontro outro casaco, só que sem capuz, exatamente o contrário do primeiro: enquanto um era acinturado, o outro é “balonê”. Cruzes. Falei que a loja é moderninha. Experimentei, realmente é largo, agora não vai apertar.
De tarde minha mãe veio tomar um café. Pedi pra experimentar o presente, já que mãe e sogra têm o corpo parecido – cinco centímetros de altura em vantagem pra sogra.
Ficou balonê mesmo. De São João.
Daqui a pouco vou lá trocar tudo de novo. Desta vez, em roupas pra mim. A sogra eu acho que vai ganhar um kit do Boticário.
Sexta à noite, já quase onze horas, cansei de brincar e liguei a TV. Um programa no GNT mostra 3 dançarinas num reality show. Uma ruiva, uma negra e uma japonesa. Pensei numa liçãozinha sobre raças (já que a escola da Nina parece uma pequena Suíça):
- Olha, Nina, uma moça linda de pele negra, outra linda de pele amarela e outra também muito bonita de pele branca e cabelo vermelho.
- E cachinhos! (pronto, atraiu a simpatia).
- Essa moça ali tem a pele negra, olha que pele bonita, e diferente da tua.
- MAMÃE!!!!! A Rafaela (coleguinha da escola) ficou assim com a pele negra!
- Ué, a Rafaela é negra? , estranhei.
- Não, ela foi pra praia e tomou sol sem “potetoi” (protetor).
Imagino que a amiguinha tenha voltado das férias bronzeada.
***
Hoje a madame acordou azeda. Não quis almoçar, só bate os pezinhos e choraminga. Nada está bom, só quer ganhar bala. Botou defeito até na rua onde mora.
No carro:
- Eu queria morar NESSA rua. Não na nossa rua.
(uma rua completamente normal)
O pai:
- Pois eu queria morar em Nova York.
- Mas não pode!!!, retrucou a Nina. E continuou: - Quando eu fui pra Noviorqui, tinha uma placa lá escrito assim: “não pode entrar”.
(risadas)
- E na nossa rua tem uma placa escrito: “aqui pode”, completou.
Comprei pra sogra um lindo casaco da Canal, loja moderninha que tem umas coisas esquisitas mas casaquisticamente falando, é ótima. Comprido, de capuz, impermeável, pra ela fazer caminhadas na ciclovia mesmo em dias de garoa.
Não coube.
O problema é que não dá pra trocar: já é G, e a marca não tem GG.
E eu nem quero o casaco! Tenho um parecido.
***
E o preço da comida, hein? Fazia tempo que eu não ouvia “pela hora da morte!”
A diferença é que agora sou eu que falo – tá tudo pela hora da morte!
Ui, que medo de inflação.
Quando era mais barato fazer compras de manhã. À tarde o preço já era outro.
Pensa que é exagero? Ah, os anos 80. Só tem saudade quem não os viveu.
***
Daí fui ao mercado de manhã. Lotado.
Fiz uma comprona de materiais de limpeza, frutas (mexerica/poncã, mamões e bananas) etc. Noventão.
Fila pra lá, fila pra cá, na hora de pagar, a anta tinha esquecido o cartão em casa.
Eu quis sair só de casaco, botei chave, celular, bilhete nos bolsos do casaco (igual ao que dei pra sogra) e esqueci do principal.
Volta pra casa, pega o cartão, volta pro mercado, paga, volta pra casa. Tééééédio.
Como parei com as massas por um tempo – pra desintoxicar, digamos – vou ter que deixar a banana de lado.
***
Já contei que almoço de vez em quando naquele restaurante que vende carne de humanos e lá tem uns chazinhos que mesmo eu, que sou cafeinólotra juramentada, adoro. Não saio sem experimentar. Perguntei como fazem o chá de figo que é ma-ra-vi-lho-so. Tão simples que dá até raiva: pega um figo em calda, tira a calda e deixa cozinhar em um litro de água. Côa e toma.
***
Mas sabe quanto tá a lata do figo em calda no mercado? Sete pau!
Ok, o post em meio-inglês era babaca mas eu ri. Já excluí, tsá?
Agora falando sério (chaaata), descobri, aliás confirmei, ontem, porque eu não me ufano.
Uma das empresas que atendo foi invadida por uma minoria. Chamemos de “Movimento dos Sem Absolutamente Nada” – MSAN. Eles impediram a prestação de serviços no período em que estavam se manifestando, muito justamente, por verba do governo federal.
Tive que falar com oPresidente da empresa; ele simplesmente me disse que precisava de ajuda pra divulgar a manifestação porque, afinal, o MSAN estava atrapalhando o serviço e as pessoas que passavam pela empresa estavam sendo prejudicadas. Ok. Praticamente uma pauta de serviço.
Daí tive que falar com vários funcionários da empresa. Eles já atendiam o telefone assim: “viu só o que esse pessoalzinho do MSAN quer? Bando de folgado” e por aí afora. E quanto menor o cargo do funcionário, mais cacete descia nesse grupo. “Tão atrapalhando o meu trabalho”; “não têm o que fazer, vem aqui pra encher”. Se ligasse pro porteiro era capaz dele dizer que deviam baixar o relho no grupo.
Acontece o seguinte. A manifestação era justa. Qual o problema? Um dia de incômodo, mas tava ali uma categoria (ahãn) que realmente PRECISA chamar a atenção do governo federal e não tem dinheiro pra pagar advogado, nem lobby, nem deputado. Não tem nada.
Custava parar um pouquinho e se colocar no lugar dos manifestantes?
Mediocridade, mesquinharia e egoísmo: taí uma receita de fracasso pra um projeto de nação. Prontofalei.
Alguém conhece um blog mais chato que esse aqui? pra eu passar a faixa. Escrito por Tina Lopes às 10h05
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Eu não suporto críticas, por isso me vacino, me criticando duramente o tempo todo. Com sinceridade e sem dó. Não acho que seja exatamente uma auto-crítica, coisa de gente segura e inteligente, mas um mecanismo de defesa pra quando terceiros vierem com as verdadeiras críticas – engraçado que elas são raras (eu sei fazer cara feia). Mas vamos lá. Eu levei umas três buzinadas no trânsito que me deixaram histérica. Bem, todos sabemos que eu já deixei Juca Bala, meu pobre Kazinho vermelho, esculachado. Os estragos já foram consertados e cabe lembrar que as três vezes em que o bati aconteceram indoor, isto é, na garagem de casa. Que é uma rampa horrorosa de quase 90 graus. Ok, na última vez foi uma ré e esqueci de olhar pra trás, pra porta de vidro do Espaço Fitness Center and Gourmet* de casa.
Mas então. Eu tenho que sair do centro da capital paranaense, gloriosa, cheia de buracos e obras em ano eleitoral pró-reeleição de prefeito tucano, às 18h para pegar a Nina até as 18h30, isto é, pior hora possível pro trânsito. E foi nessa que levei as três buzinadas traumáticas, não no mesmo dia, nem da mesma forma.
Uma vez eu fui levar um documento pro sócio (eu sou prestadora de serviço, dou nota, não tenho carteira assinada nem 13º...) e caí numa rua inédita na minha carreira automobilística – e daquelas em que vc precisa pedir a vez três vezes pra entrar à direita até chegar à esquina que devo dobrar. Se não dobrasse ali, era o fim, porque o dia que eu chegar em Santa Felicidade sozinha, não vai ter volta – porque não sei onde fica o retorno. Enfim, fui enfiando o carro como me foi ensinado e como todo mundo faz, dando sinal e pedindo passagem com um “legalzinho?” de dedo. Até que me deram espaço: mas só pra eu não bater; ninguém por gentileza. E levei uma buzinada horrorosa de uma caminhonete gigantesca muito apressada pra chegar ao sinal vermelho a dez metros dali. Mesmo sabendo que eu estou no meu direito de cair na rua errada e costurar no trânsito, fiquei com aquela impressão de estar fazendo algo muito, muito errado.
Passa pra outro dia. A partir dali, passei a ter ataques de taquicardia cada vez que vou ao trânsito. É que eu esqueci de olhar no espelho da direita quando mudei de pista e estava vindo uma moto a toda. Isso, o excesso de velocidade da moto, não me desculpa do fato de esquecer do espelho. Levei outra buzinada, agora justíssima, e nem quero pensar no que teria ocorrido se o cara fosse novo no trânsito como eu e não tivesse desviado.
Depois (muitos dias depois) levei uma buzinada pra me fazer correr – numa rua que tem radar pra 60km/h, e eu nem estava longe dos 60km/h. Acelerei, inconscientemente, e me odiei, pois eu que não obedecia nem meu pai me peguei obedecendo à buzina de um desconhecido.Taquicardia. Agora de raiva.
E outro dia tinha uma mulher distraída atravessando a rua com um menino de uniforme – o mesmo da Nina. A retardada quase deixou a criança dar um passo na rua, na minha frente.
Enfim. Gente. Esse negócio de ter o próprio carro é legal. Não depender de carona, não ter que pegar ônibus e tals. E eu nem dirijo mal - com exceção da rampa de casa. Mas estou começando a odiar e a me arrepender. É muito nervosismo num espaço muito curto de tempo. Que chato.
*Churrasqueira e esteira.
** Por isso vou tentar sair mais cedo. Ou mais tarde.
Honestidade e competência são os adjetivos que melhor definem sua forte personalidade. Como Miranda, personagem vivida por Cynthia Nixon no seriado, você acredita em seu trabalho e o executa com grande prazer. Miranda sempre se sente dividida entre a profissional e a pessoa que se diverte e ama, isso pode ser comum na sua vida. Feminista por natureza, você defende seus direitos e de seus amigos com garras, principalmente se forem mulheres. Pode ser um grande desafio para você se permitir ser amada por um homem. Aprender a simplesmente “deixar para lá” certos conceitos podem parecer ferir seu orgulho, mas na verdade são apenas concessões normais para se relacionar com alguém.
Quebrei minha promessa – feita pra mim mesma – de não cortar o cabelo até o aniversário em outubro. As pontas estavam secas e, além disso, precisava igualar a tintura.Mandei cortar só as pontas e é claro que o maníaco da tesoura cortou mais do que eu imaginava. Bem, cabelo cresce. Ficou sem gracinha, porém melhor do que o rabo-de-cavalo torto que me deixava com cara de irmã da Heloísa Helena – irmã supernutrida, diga-se. Imagine a Fátima Bernardes com dois dedos a mais na franja e nas costas. E eu que não suporto a Fátima Bernardes.
(O blog tá chato mas eu é que não vou botar foto nem da FB nem da HH aqui. Nem minha.)
Bom mesmo foi a oportunidade de ler a Caras da semana. Sempre leio as Caras atrasadas nos salões. Uma experiência, diria, sobrenatural. E mais um emprego pra invejar: de quem faz aqueles boxes com frases destacadas do contexto (afe) da matéria (afe).
Eu PRECISO compartilhar essa experiência.
LUANA E DADO NO RITMO DOS VITORIOSOS:
Os dois atoresdão o tom da pista comemorativa do Prêmio Tim.
SOFISTICAÇÃO DÁ O TOM DE LEILÃO ENGAJADO
É sobre o leilão em Cannes blabla zzzzzzzz, mas aqui eu descobri que existe uma atriz francesa chamada VAHINA GIOCANTE!!!
E "dá o tom" é o must da redação.
Engraçado também que alguns artistas são chamados pelo sobrenome:
TORLONI E IGNÁCIO COQUEIRO
WINITS E CÁSSIO
Enquanto outras personalidades do jet-set são tratados com intimidade:
REGININHA DE MORAES WAIB EM PROL DOS IDOSOS
Em qual outra revista acharíamos destaques tão díspares como:
DESLIZES FASHION NA CROISETTE: OS EXAGEROS A MAIS OU A MENOS
&
A HOMENAGEM DE BIRO BIRO
(“declarado melhor que Maradona em recente disputa publicitária”).
E quando eu li
AMAURI JUNIOR NA BELA PUNTA CANA
Juro que entendi “pega uma puta cana”.
Fecho com uma foto e uma reflexão do mestre:
“O hotel é excepcional. E o azul cristalino das águas e o contato intenso com a natureza me encantaram”. A.Jr.
E esqueci de pagar a prestação do carro. Folha 9 de 48, escrito embaixo. Treze real de multa, mais dois por dia. Pagamento só no Bradesco. PQP. Enfrentei a fila, até que não foi tanto tempo. Mas Bradesco, né, fala sério. Que horror. Parece o SUS dos bancos. A fila de velhinhos no caixa de atendimento prioritário era maior que a dos “normais”. Duas vezes maior, pelo menos. E os velhinhos lá.
Tinha um cara com a namorada na minha frente. Com um carnêzão igual ao meu. Sabe o tipo de gente de asa aberta? O tempo todo de mão na cintura, ou encostado num dos postinhos de formar fila. Toda hora o cotovelo passava perto do meu nariz. Um homem-triângulo. De camiseta de linha. De acrílico, do tipo que cria CC. Verde limão. Ai, quando eu implico. E o cara falava alto com a namorada, que ficava esfregando o barrigão de piercing pulando pra fora da calça e encostava os peitos nele. No cotovelo. O garanhão da praça. Pra contribuir com o enjôo.
Ontem eu tinha jurado que não ia mais comer ou comprar nada do café aqui do lado do escri. Primeiro, porque a dona é muito grossa e mesquinha – não deixa cliente fiel e gastador como eu ficar devendo nem dez centavos – e também porque vi que a grossura foi transferida pros funcionários. Fui tomar um cafezinho antes de chegar no escri e uma das atendentes destratou a mais nova (a rotatividade é grande) na frente de todo mundo. Bem assim: “- Não me responda quando estou falando com você!”, aos gritos. Na verdade, não entendi se era “não me responda” ou “responda”, mas seja como for, é uma vergonha assistir a uma bronca dessas.
Daí hoje eu não almocei em casa e tive de comer uma empadinha de uma lanchonete especialista em empadinhas. E a minha, que era de frango com palmito, tinha cheiro de leite. Desconfio que seja um sub-produto de catupiry, essa praga cremosa.
Não almocei, diga-se de passagem, porque bebi uma taça de vinho a mais (três, portanto) sem ter jantado nada ontem à noite. De madrugada, quando a Nina acordou (eram 4h30) com medo do peixe-monstro, a cabeça estava estourando e o estômago, queimando. Acordei de novo às 8h30 enjoada e o enjôo durou a manhã toda. Não dá pra descongelar frango de ressaca, então hoje Amelinha da cozinha não foi trabalhar.
Nessa noite foi a vez da Nina ter pesadelos. Sonhou que um peixe gigante estava mordendo seus pés. Foi pra minha cama, dormir no meio, com os pezinhos encolhidos.
A culpa é minha: ontem eu a persegui pela casa com um salmão inteiro, congelado. E fazendo “glub-glub, vou te pegar”.
Eu clico em link sobre batom cor-de-rosa, portanto não tenho moral pra argumentar em favor da causa feminista*, mas mal acordei hoje e já fui ligar o computador pra saber se a Hillary tinha desistido da candidatura. E não, mas acho até pior: desistiram por ela. Pra completar, querem a super-chapa Obama/Hillary. Humilhante e duvido que ela aceite a vice. O Michael Kepp, que tem uma coluna num caderno da Folha, e é americano, explicou uma vez que os casais de políticos americanos têm projetos de poder, juntos. Não é como a dona Marisa que limpa o suor do Lula. Então Bill e Hillary tinham seu próprio projeto. E dá pra ver que a mulher do Obama também não vai ser primeira-dama Hello Kitty. Não sei da carreira ou formação dela, mas imagino que não esteja ali de enfeite. Claro que todas levam seus cornos, e provavelmente vice-versa, mas o projeto é de poder. E como contou o Kepp (ou Kepps), por isso é que quando um falha o outro vai lá e apóia no momento mais vexaminoso. Porque são sócios, vão além do casamento; são um partido em si, em dupla. Como a Hillary ao lado do Bill no caso Lewinsky e a mulher do governador de NYnum escândalo recente.
Bem, mas como eu já comentei antes, sou martista e não abro. Hoje na Folha a Marta disse que aceitaria a Erundina na vice. Também é humilhante pra ela, que tem tanta história quanto a dona Marta. Ia ser do balacobaco, mas não rola, né.
*Não que feministas não possam usar batom cor-de-rosa; eu é que sou rasinha.
**E pra sorrir de canto de boca, ouço o anúncio da Bandnews: “Dra. Clair renuncia à candidatura pelo PSOLem Curitiba”. Uau. Cada povo com sua Hillary.
Eu e PB tomando um solzinho na porta da sala de TV. Dois friorentos. Só tive a companhia dele por mais um mês depois desta foto. Sonhei a noite toda com meu cachorrão. Um sonho horrível, porque eu fiquei preocupada que ao morrer, tendo convulsões, ele bateu o queixo com toda força no chão, e com ataques tão violentos que eu e E., juntos, não conseguíamos segurar. E o último olhar antes de ir pro veterinário, pela última vez. Que saudade.
Como ninguém mais agüenta contar histórias de princesas e fadas, passamos a editar fatos da nossa infância pra distrair e/ou fazer a Nina dormir. A que ela mais gosta é a do galão de leite.
Fato: O marido tinha uns oito anos e minha sogra mandou que ele fosse até o sítio do tio, encher um galão de leite de 5 litros e levar para casa. Ele teria de pegar um ônibus até o sítio e andar bastante. Como seria difícil, chamou os amigos Iury (nosso cupido, uma década depois) e Prexeca. Os três moleques passaram a tarde no sítio comendo laranjas e ainda encheram uma sacola. Na volta, à espera do ônibus, Prexeca não se agüentou e teve que cagar no mato. Os dois muy amigos passaram a atirar as laranjas que estavam na sacola na direção do Prexeca. Ele obviamente ficou bravo e atirou, por sua vez, e ainda de calças arriadas, uma pedra enorme em direção aos meninos. Claro que a pedra quebrou o galão de leite. E o marido inventou uma história pra mãe, de que tinha tropeçado ao sair do ônibus e tal. Mesmo assim levou uma surra por ter quebrado o galão.
História: Papai era criança e a vovó mandou que ele fosse ao sítio do tio buscar leite pra fazer um bolo. Como era longe, papai chamou seus amiguinhos, Marcelo e o tio Iury, pra ir junto brincando no caminho. Os três amiguinhos passaram a tarde toda comendo laranjas colhidas nas árvores do sítio. Na hora de ir embora, deu uma dor de barriga no Marcelo e ele teve de fazer cocô agachado atrás de uma moita, na beira da estrada. O tio Iury, que era muito danado, atirou de brincadeirinha uma laranja no Prex... ops, Marcelo. Mas ele ficou bravo e revidou com uma pedra, que foi rolando, rolando, rolando, em direção ao galão de leite, e o papai foi correndo, correndo, pra tentar impedir que a pedra quebrasse o galão, mas... BUM! a pedra quebrou o galão e o leite esparramou todo pelo chão. O papai ficou muito triste, mas como não adianta chorar pelo leite derramado, voltou pra casa da vovó com as laranjas e contou pra ela o que tinha acontecido. A vovó ficou brava e deixou papai de castigo.
A Nina adora e a cada vez faz as perguntas mais nada-a-ver, tipo "de que cor era a camiseta do Marcelo?". Seja como for, acho que temos uma futura fã de Tom Sawyer e Huckleberry Finn.
1)Você acocorada no chão, no meio de um monte de crianças, com sua própria no colo, esperando a bruxa que conta histórias chegar;
2)Dezenas de pais acocorados, esperando a bruxa chegar;
3)Um menino gigante nerd de 10 anos no meio de outras crianças de 0 a 6 anos, esperando a bruxa chegar;
4)A bruxa chegar e o nerd atrapalhar as histórias: “eu já sei que você é filha de duende porque tem orelha pontuda!” e por aí vai.
5)A bruxa ser meio gordinha e o zíper estourar na frente das crianças;
6)A bruxa ter que parar a apresentação pra dar um jeito no vestido e não ficar pelada na frente das crianças;
7)Um homem ser chamado pela bruxa pra ajudar a arrumar o zíper no banheiro ao lado do palco;
8)A bruxa voltar com uma echarpe cobrindo o zíper arrebentado;
9)A bruxa perder o rebolado, se enrolar na contação de histórias e as crianças perguntarem: “é só isso?”;
10)Você estar lá com sua filha e uma amiga com o filho, a quem convidou pro programinha infantil, morrendo de tédio e com as pernas dormentes.
Traduzindo: sábado de frio na Bisbilhoteca. Tem apresentações de contadores de histórias, de graça - claro que sempre temos que levar um livrinho, e acaba saindo o molho mais caro que o peixe. Ok, é bom incentivar a leitura e tals. Mas chega. Sábado que vem vamos ficar só na frente da lareira.
Eu queria ter começado o dia com uma dieta rigorosa. Mas na mesa de café tinha pão italiano e mel.
Eu queria ter feito exercícios, pelo menos meia hora de corridinha, antes das dez da manhã.
Mas em vez disso fiz almoço e ajudei a Nina com a tarefa de casa. Aliás: criança de três anos com tarefa. E ela adora (preencher os pontilhados da palavra círculo e copiar as vogais da palavra). Ainda atendi uns jornalistas que queriam umas entrevistas com o chefe e passei um bom tempo no MSN.
Eu queria aproveitar o friozão e usar minha bota até o joelho. Mas tenho medo de dirigir de salto, portanto vou de sapatinho charmless mesmo.
De manhã o tempo passa tão rápido. E eu aqui blogando, de robe vermelho e piranha no cabelo.